Como que anestesiada, nenhuma emotividade aparente, nada comove, nada assusta ou surpreende, é como se tudo já fosse esperado, justamente porque nunca espera nada de ninguém, então nunca se decepciona, é como se, de alguma forma, soubesse antes
... ela sempre sabe antes ...
... ela sempre sabe antes ...
Nada é forte demais, nenhuma palavra, nenhuma ausência, nenhum acontecimento, ou imagem, nenhum gesto ou atitude, nem mesmo a falta de atitude, nada, verdadeiramente, a choca, tudo é sempre previsto, “possível”.
É talvez a forma mais gritante de manifestação da desesperança, da desilusão. Dor.Tanta dor que nem mesmo a percebe, pois não se recorda mais como é não sentir dor...
ela é tanta e tão constante que passou a ser o estado “normal”, a exceção seria a ausência de dor, assim, acostumou-se de tal forma que já não a sente ... estranho .... o excesso de dor que se transforma em insensibilidade ...
A emoção antes fluídica, natural, exuberante, dá lugar a mais completa apatia, a falta de reação, falta de motivos para reagir, então ... espera-se, observa-se, aguarda-se... distante, de fora...
É uma estranha forma de reação, a total falta de sensações ...
- sílvia helena aquino -
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