nesse mundo surreal
é preciso manter uma certa sensação de normalidade,
enquanto os relógios derretem e escorrem a nossa volta
nada é o que parece ser,
nem você ...
um rosto sem face
um príncipe do mal
o Homem de Lata.
e agora, as estrelas despencam do céu
como gotas de chuva
e se partem em pequenos pedaços
ao tocar o chão
vida despedaçada
purpurina nas pontas dos dedos
chuva e lágrimas
e dor. Dor e frio.
uma imensa vontade de dormir
só adormecer. dentro do sonho.
penso comigo: "preciso olhar para um ponto fixo
ou acabo ficando tonta ..."
a vida me parece um sonho surreal
assim, sem nexo, sem fazer sentido,
caótica. caos.
e penso: "não deveria ter começado essa viagem
sem ter uma bússula ..."
perdi meu norte
e o chão desapareceu debaixo dos meus pés
engolido pelos meus pecados ... meus erros
desorientação. perdida.
escuridão e desespero
queria acordar logo dessa vida
escapar desse pesadelo
o relógio derretido, escorrendo
pelas paredes, entre meus dedos,
me atormenta. acabou o tempo.
aindo estou aqui. presa.
-silvia helena aquino-
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