Uns delírios, febre alta, dor na alma ...
( a alma dói ? mas nem é matéria ...)
Fome, fome, fome,
Como Nosferatu, sem nunca me saciar ...
Tanta vontade ... e a contrapartida em auto controle,
Cansativo tanta disciplina !
O dever sempre antes do querer...
Queria poder querer em paz !
Queria poder te querer em paz ...
Lembro de voce pela metade...
Em delirio chamo teu nome baixinho
e voce nem sabe, nem desconfia
não imagina tudo o que fazemos
nesse universo paralelo que
trago em minha mente
voce vive aqui em mim
tudo o que não podemos
viver abertamente
quando as vezes te vejo
olho pra voce com
olhos cintilantes cristalinos e febris
febre, febre, febre
de você no corpo e na alma
e é assim que voce me mata
lentamente ... aos poucos
de fome, febre e desejo.
Como termina a nossa peça ?
- sílvia helena aquino -
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